domingo, 13 de maio de 2012
Há beijos repenicados, viscosos, secos, sôfregos, sumarentos, frios, encalorados, lentos, rápidos, proibidos, prazeirosos, forçados, roubados, doces, amargos, pegajosos, pegadiços, aguados, sinistros, emotivos, mecânicos, arrastados.
Há tipos de beijos para todas as situações e para todo o tipo de pessoas. São regra geral sinónimo de prazer e pura satisfação. No entanto, nem sempre são utilizados pelos melhores motivos. O beijo de Judas Escariotes é dos exemplos mais conhecidos na História como símbolo de traição.
Hoje em dia damo-los com a maior naturalidade em todos os sitios e a qualquer altura, praticamente com total liberdade e é comum vermos pessoas a beijarem-se sem tabus na rua, no cinema, na tv. São marca de paixão e fugosidade. São lema de intensidade e vibração. Mas nem sempre foi assim. O primeiro filme a registar um beijo na história do cinema foi em 1896, ainda no cinema mudo e chama-se “The Kiss”, teve a duração de 2 minutos. O director do Jornal de Chicago na altura considerou o filme “absolutamente repugnante” e até solicitou intervenção policial! Tudo bem que os actores estavam longe de possuirem imagens apelativas...mas coitados, todos têm direito a beijos!
Os Beijos são o ingrediente que está presente em quase todos os relacionamentos da nossa vida! E naqueles em que não está, é porque não são dignos de referência.
Os beijos dão-se e tiram-se, conforme as vontades. Repetem-se as vezes que se quiser e há os que nunca se apagam da nossa mente, mesmo que já não se voltem a dar. Ficam na memória do paladar, do tacto e do olfacto...eternizados.
Os beijos definem os nossos estados emocionais e caracterizam os sentimentos que temos em relação às pessoas. Pela forma como sentimos o beijo, sabemos se estamos apaixonados ou se muito em breve corremos esse risco, de ficarmo presos por um beijo!
São também utilizados como cumprimento e como estatuto social. São provas de amor, de amizade, carinho e protecção. São mimos expressos em caricias que se dão com os lábios, são palavras não proferidas. São autênticas armas de sedução. O livro do Kamasutra eleva os beijos a uma arte que se aprende e se treina, para se aperfeiçoar!
Os beijos rompem saudades e encurtam distâncias; selam compromissos e assinalam promessas e ventos de mudanças. São o champagne gratuito de quem celebra acontecimentos e o antídoto para o veneno de momentos difíceis. Dão ânimo e força. São pactos de paz. Apaixonados e bem dados, são autênticos foguetes que nos levam à lua!
Na maioria das vezes associamos os beijos a boas razões, porque não mentimos nos beijos que damos, pelo menos a quem verdadeiramente os damos!
São uma espécie de cordão umbilical que se extende do nosso coração aos outros...

1 comentários:
Expetacular como sempre...
Beijinhos
Ana
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