terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Meu querido Menino Jesus,

daqui a pouco mais de 24 horas estarás outra vez a nascer. Já preparei o berço e as mantinhas - porque está muito frio! - para que venhas iluminar a minha casa. E agradeço-te nasceres todos os anos, para que nos venhas lembrar como é importante começar de novo.

Agradeço-te a esperança que o teu nascimento nos dá, como se o Mundo ficasse por momentos melhor, como de arte mágica se tratasse. Na noite em que tu nasces, há pelo menos uns milhões de pessoas a “prometerem” tornar-se melhores pessoas e a adiar por breves segundos que seja, os seus ódios de estimação!

Agradeço-te o céu estrelado em que tu nasces e a lua se torna muito maior, mais branca e cintilante, mostrando o caminho certo que vai do nosso coração aos outros.

Agradeço-te a humildade com que nasces todos os anos e a simplicidade com que a tua vida maior nos embrulha a Alma, engrandecendo-nos com a tua nova Vida. 

Agradeço-te não teres desistido de continuares a nascer em cada 25 de Dezembro, apesar dos nossos erros infinitos, dos desprezos e das insensibilidades que cometemos todos os dias do resto do ano. E aquilo que mais aprecio em ti é a pureza com que nasces, o sorriso de eterna criança com que nos perdoas e a alegria que é, entrares em nossas casas...mesmo para aqueles que não acreditam em ti!

Agradeço-te quando me ensinas que a seguir à escuridão, há sempre o nascer de um novo dia! Sempre que me fazes ouvir as palavras em surdina que o meu coração sussurra e a seguir faço o que ele me manda. Quando me dás a coragem para ser quem sou, independentemente daquilo que espero que os outros querem que eu seja. Agradeço-te fazeres-me agir para bem daqueles que amo e sair do meu egoismo desmesurado.  E não me canso de te abraçar nos momentos mais difíceis da minha vida, em que te encharco com as minhas lágrimas e tu olhas para mim, com aquele ar de quem nunca vai perder a inocência e mesmo sem falares comigo, vejo os teus olhos a sorrir para mim e nesse momento, volto a acreditar que tudo se há-de resolver, a paz há-de regressar e o meu pranto acalma. 

Agora, que estás prestes a nascer de novo, quero dizer-te que me sinto uma privilegiada por nasceres em minha casa outra vez. Por me sentir muito feliz por tudo o que me dás e estares comigo todos os dias da minha vida. Por acreditar em ti como se fosse pequena e miúda. Este ano em especial, senti o teu amor crescer em mim e tornar-me Maior. Obrigada, meu Menino Jesus.

sábado, 31 de agosto de 2013


A vida obriga-nos a fazer mudanças. Para quem é Touro - signo terra como eu, isto é um terror! Lido mesmo muito mal a que me imponham mudanças e eu própria, vou adiando sempre que possivel aquelas que gostaria de realizar.

Então, para pessoas como eu, o que há a fazer? Não se muda tudo de um dia para o outro. Mesmo que se leiam livros, se acorde de manhã cheios de motivação de mudar este mundo e o dos outros. É inútil fazer discursos hipotéticos ou promessas que acabam por não se concretizar. Ser equilibrado. Dar um passo de cada vez é aquilo que aconselho a todos aqueles que se vêem imobilizados por não saber por onde começar, mas que querem começar a agir e mudar alguns aspectos da sua vida pouco a pouco.

Há quem prefira fazer planos de longo prazo. Mas esses, eu só aconselho àqueles que já têm muita experiência na matéria e levam a vida a projectar e a realizar, são os chamados estrategas de longo prazo. Eu pelo menos, não me dou bem com esses planos. Muitas vezes, mal sei aquilo que vou fazer daqui a uma semana, quanto mais saber aquilo que quero para daqui a dois ou a cinco anos! 

Por isso aquilo que vos proponho, foi o que me começei a propor a mim mesma: criar objectivos de curto prazo. Definidos no tempo e realistas. Por exemplo, eu começei a fazer uma lista de três objectivos mensais. E no final de cada mês, justifico-me a mim mesma a realização ou não desse cumprimento. Tal como tenho que justificar nos relatórios mensais que entrego todos os meses na minha empresa. Simples? Não tanto, mas cria-me uma certa disciplina e um dever comigo mesma de fazer alguma coisa por mim e pela minha vida.

Posso dar-vos exemplos de objectivos mensais. Por exemplo, para quem queira muito emagrecer e não saiba por onde começar. A fome aperta quando menos se espera e a vontade de fazer algum desporto diminui. Secalhar, não é realista querer emagrecer 20 kilos em três meses!!!!! Provavelmente, para além de colocar em risco a própria saúde, cria uma sensação de frustração imensa, porque para se atingir um objectivo desses, tem de existir um plano mais concreto. Então, porque não começar com pequenos objectivos mensais? Fazer uma caminhada diária durante 30 minutos. Fazer uma refeição ligeira todas as noites. E consultar uma nutricionista.
Como vêem já estão aqui os três objectivos mensais para pouco a pouco, alcançar a médio prazo, o sonho de perder os 20 kilos.

Ou seja, aquilo que vos pretendo mostrar, é que podemos ter sonhos que à priori não sabemos bem como atingi-los e perante a imobilização e a inércia, muitas vezes, desistimos deles. Mas se os conseguirmos descascar, como uma banana: partir primeiro o pé e despir a casca em três partes antes de a começarmos a comer, tudo fica mais simples.E pode-se utilizar esta técnica para tudo. 

O mais importante, é ter calma. Não pretender fazer tudo ao mesmo tempo nem muita coisa em simultâneo. É uma espécie de um treino pessoal. No dia 1 de cada mês, escreve-se aquilo que se pretende realizar nesse mês. Aquilo que se tem vontade de fazer, mudar ou começar. E depois, é ter vontade de realizar.
Não vale a pena ser nem muito duro consigo próprio, se no fim do mês algum dos objectivos tiver ficado por cumprir. Deve-se racionalmente perceber porque é que aconteceu. Se foi, apenas falta de determinação, sugiro que em vez de se criar um castigo, se crie um incentivo. Que tipo? Para quem gosta muito de sushi como eu, propor-me ir ao confraria no mês seguinte e comer até me desunhar, mal cumpra o objectivo! E assim, concretiza-se duas coisas em simultâneo: tratar bem de nós próprios e cumprir o que nos propusemos! Há maior orgulho do que este?

Bom, hoje é dia 31 de Agosto, ideal para delinear os meus três objectivos para Setembro! E os vossos, já pensaram neles?

quinta-feira, 14 de março de 2013


Não acredito na sorte. Nunca fui sortuda nem me sinto uma pessoa com muita sorte. Sou sim uma pessoa abençoada e prefiro esta graça, à sorte!
Acho que a sorte serve para o jogo, para as lotarias e como o próprio substantivo diz, calha ou não calha. A sorte é um estado efémero. Entre mil milhões calhou ter sorte.

Penso que o termo sorte, é muitas vezes excessivo e abusadamente usado. Como por exemplo, “hoje foi uma sorte não chover!”. Qual sorte, qual quê? Não choveu porque há razões metereológicas que afastaram a pluviosidade. Não é uma questão de sorte. A nós, é que nos calhou bem não ter chovido naquele dia. 

Ou então quando se utiliza a expressão: “vais ver que ainda hás-de ter a sorte de encontrar a pessoa certa.”. Sorte e certa são duas coisas contraditórias. A sorte se é coisa que não é, é certa! Os caminhos que levam a ela, podem não levar ou nem sequer existir. Estar dependente da sorte para encontrar alguém, é como enfiar por um labirinto de propósito e querer ficar tonto de não chegar a nenhum lado. 

A sorte é arrogante, por ser vesga. Calha muitas vezes ao lado e atraiçoa quem a espera, prega partidas nos demasiado confiantes e roça o ridículo da patetice: nunca se percebe porque é que foi calhar àquele!

A benção é um estado de graça. É ser-se especial porque se acredita e sente-se. Viver com os pés assentes na terra, sujeito a coisas boas e más, mas ter nas costas umas asinhas brilhantes e luminosas que ajudam a levitar e a percorrer o caminho com uma leveza que não se explica.

A benção é uma espécie de dom involuntário mas que pouco a pouco se vai tornando consciente. E quanto mais consciente, mais obriga a que se seja agradecido. E apesar do misticismo que conduz a ela, a benção acaba por ser tornar um estado superior de consciência  ao longo da vida, enquanto que a sorte é inconsciente e depravada até ao fim. Existe por isso, um abismo de inconsciência que separa a sorte da benção e que só é   explicado pela convicção que o próprio abençoado alcança: a certeza de que, aconteça o que acontecer, vai correr tudo pelo melhor.

A sorte calha. A benção é uma escolha. A sorte vai e vem. A benção fica. Nasce-se abençoado. É-se sortudo hoje, amanhã já não. 
É uma benção encontrar-se a pessoa certa. É confiança exagerada e descuido a mais, deixar algo tão importante nas mãos da sorte.

A grande diferença entre a benção e a sorte, é a falta de fé que a primeira não tem. É a crença de que há algo superior que nos protege, como se sentissemos uma auréola por cima da cabeça. E o certo, é que em muitos momentos a vemos mesmo brilhar! Como se fosse o único pormenor a cores, numa fotografia tirada a preto e branco.
sábado, 16 de fevereiro de 2013

Hoje fui ver um filme francês: A arte de amar. Aconselho vivamente! Está em exibição nas Amoreiras.

O que é a arte de amar? Não é arte nenhuma. É amar simplesmente. E no entanto, não há arte mais desejada e mais dificil de atingir. 

É tão fácil entregarmo-nos genuinamente e tão dificil em simultâneo. A arte de amar não é algo que se aprenda em livros ou cursos. Sente-se. No entanto, as experiências que vamos tendo não nos ensinam como fazer da próxima vez ou como não fazer. Todas as pessoas são diferentes. E aquilo que nos estimula numa, é diferente na outra.

Se existir uma arte para amar. É a de saber dar sem medo. É a entrega total e intrega. Mas como conseguir isso? Se somos castrados pelo que já vivemos e se temos medos que não conseguimos desbloquear. 

A arte de amar é sermos nós próprios. E deixarmo-nos levar pelo que sentimos. Mas é tão dificil. Por vezes, encontramos alguém que não se quer entregar e nós sofremos. Outras vezes, é a outra pessoa que está disposta a amar-nos e somos nós que não conseguimos.

A verdadeira arte de amar só existe se as duas pessoas estiverem no mesmo plano e se entregarem e se derem na mesma dimensão. Nenhuma exige. Nenhuma cobra. Ambos dão. É genuíno. 

Ao contrário de outras artes, o amor não se ensaia. Vive-se de corpo e alma. Sente-se. Atinge a alma e todo o ser. Sem limites. Há ensaios de amor. Mas esses, são efémeros. O verdadeiro amor é integral. Pode não durar a vida inteira. Mas sente-se como se fosse durar. Dói só de imaginar que não possa durar. É insuportável só de pensar. Morre-se por dentro e por fora.

Se o amor fosse uma arte, haveria licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Haveria universidades riquíssimas e cheias de alunos a frequentá-las. Mas o amor não se ensina nem se aprende. Vive-se. E é só para privilegiados. Há pessoas que passam uma vida inteira a procurá-lo sem nunca o encontrar, há outros que o desperdiçam uma vez e nunca mais o encontram. Há os felizardos que o perdem e encontram. Sofrem uma e outra vez e não desistem. E continuam a lutar para o viverem repetidamente!

Se existe alguma arte de amar, é a de continuar a acreditar que se pode amar outra vez. E ama-se! Sempre.

sábado, 2 de fevereiro de 2013


Os homens casam com uma mulher esperando que ela nunca mude. E as mulheres casam com um homem desejando que um dia ele mude.

Quando vamos a uma loja e escolhemos uma secretária não esperamos sentar-nos depois em cima de uma estante. Quando compramos uma cadeira verde, não queremos que ela seja uma cómoda branca. Não compramos um relógio para fritar ovos. Nem usamos um fogão para ouvir música. Porque é que pedimos então às pessoas por quem nos apaixonámos que mudem nisto e naquilo ou deixem de ser aquilo que simplesmente são? 

Por outro lado, também nos custa aceitar que as pessoas vão mudando certos aspectos ao longo do tempo. As paisagens podem mudar ao som das estações mas são sempre a mesma paisagem.  Na primavera as flores de mil cores beijam as àrvores e os campos, colorindo as vistas numa multiplicidade de extravagâncias. Se o verão pudesse eleger uma cor, seria o vermelho do fogo ardente do calor da paixão. Mas o verão é a elegante maturidade que a Primavera nunca conseguirá atingir, multiplicando-se em azuis e verdes celestes. Com a vinda do outono, o verde descola-se das folhas das árvores que ganham tons amarelo-acastanhados de quem espera por uma nova mudança que não pode evitar. As árvores que ficam nuas  com as geadas, as chuvas e a neve abraçam  então o inverno quando se regressa ao calor da casa. É natural que as pessoas também mudem de acordo com as estações do ano, tal como as paisagens. Porque é que simplesmente não aceitamos isso?

A liberdade com que se aceita a diferença do outro no ínicio, deveria manter-se sempre. 

Segue-me também no facebook!

Faz-te fã e recebe no teu mural as mensagens do Sem Maquilhagem.
www.facebook.com/semmaquilhagem

Os meus desmaquilhantes

Top do SM

Para 2012 eu quero...

Eu...sem maquilhagem

Com tecnologia do Blogger.

Design by RG