domingo, 29 de janeiro de 2012


Na semana passada terminei o meu curso “Desformatar através da escrita” e venho recomendá-lo a todos aqueles que independentemente de terem ou não paixão por escrever, queiram fazer uma formação que lhes possibilite acima de tudo desformatar de si próprios e da rotina mecanizada do dia-a-dia!
O curso é para quem gosta de escrever e para quem não gosta ou acha até que não tem jeito nenhum! O curso destina-se a curiosos e a quem se coloca questões e quer saber mais de si e dos outros. Os exercícios que os dois formadores nos colocam, desafiam-nos por um lado, a exercitar o lado cinzento do cérebro que, pelas mais variadas razões, se vai tornando preguiçoso por falta de ser oleado com regularidade - obrigando-nos a desemperrar a imaginação e a criatividade. Por outro lado, possibilita-nos ficar com um conhecimento mais profundo de nós mesmos, para medir como reagimos perante estimulos que nos são estranhos e a descobrir aquilo a que espontaneamente poderemos ser mais sensíveis ou estamos mais predispostos a melhorar. 
Neste jogo de exercícios connosco e com o grupo, é fantástico como sentimos desabrochar imensas capacidades escondidas e certos segredos que encerramos dentro de nós! Quanto mais nos conhecermos, melhor escolhas faremos e mais sabiamente conseguimos descobrir o nosso rumo!
E para aqueles que ficaram com a impressão ou com o receio de ser um curso demasiado sério, tirem já daí o cavalinho, porque me fartei de rir ao longo das quatro sessões com os formadores e com os colegas que participaram no curso! É fantástico descobrir que existem pessoas tão diferentes e que sem se conhecerem, partilham momentos e experiências tão unilaterais, sem preconceitos ou medos de se estarem a expôr aos outros! Cada uma das sessões, serviu-me de vacina de anti-depressão, anti-cansaço e senti-me revigorada para escrever o meu caminho com sorrisos de imaginação e esboços de criatividade de pernas para o ar! 
Para mais informações, cliquem em: www.escreverescrever.com

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Como é que uma mulher sobrevive à natural e expontânea desarrumação dos homens com quem vive, sem ser internada num hospício e com camisa de forças? O que fazer então, antes de enlouquecer? De nada serve estar sempre a repetir o mesmo. Andar atrás deles, como uma vaca a mugir. Eles resmungam logo - suas grandes chatas! - acusando-nos de ser obcecado-compulsivas pela arrumação!
No dia a seguir...ou até no próprio dia, continuam a desarrumar tudo na mesma. 
No entanto, confessemos que nós próprias também temos muita culpa no cartório. Outro dia, discutindo este tema entre amigas, chegámos amplamente à seguinte conclusão: que nos queixamos deles não fazerem nada em casa ou ajudarem pouco nas tarefas domésticas que deveriam ser commumente partilhadas, mas que nós próprias já nos habituámos a isso ou ainda não nos desabituámos! Começando pela própria maneira como nos expressamos, senão vejam:
  • Querido, vens ajudar-me a lavar a loiça?
  • Querido, levas tu hoje o lixo para baixo? 
  • Ajudas-me a pôr a mesa?
  • Hoje bem podias dar-me um jeitinho e pendurares a roupa lavada...uma boa acção!
  • Oh, querido, ainda bem que estás a lavar a loiça! Que bom! É uma ajuda que me dás...poupas-me esse trabalho!
Já repararam? Nós quase lhes suplicamos que eles nos “ajudem”! Nós aceitamos de bandeja na mão que, as tarefas domésticas são da nossa responsabilidade, quando partilhamos a mesma casa, trabalhamos fora (como eles!) e exigimos a nós mesmas, o trabalho extra de controlar tudo! Deliberadamente, assumimos que nós temos que ser máquinas debulhadoras 24 sob 24 horas e a eles damos-lhes o direito, de quando chegam a casa, cansados do trabalho - de descansar! Coitadinhos! Somos suas escravas emancipadas! 
O que fazer então, antes de enlouquecer?
Os homens não se levam nem com reprimendas nem com falinhas mansas, têm de ser severamente educados e só há uma maneira. Colocar-lhes o brazão a ferver sobre a pele, para deixar cicatriz o resto da vida. Os homens só aprendem se sentirem na pele as suas próprias acções. Por isso, não hesitem nem tenham piedade. Façam como algumas mulheres que eu conheço: para aquele que deixa todos os dias a toalha molhada do banho em cima da cama e por acaso, sempre do lado em que vocês dormem...porque não a colocam um dia no lado deles? Vão ver como ele vai adorar os lençóis húmidos! Ou então, o que deixa as cruzetas em cima da cama? Na próxima vez que se magoarem com uma, coloque-a disfarçada por debaixo da sua almofada, mas de forma a que ele a sinta nos ossos...ou então, façam como a Tia Rosa que, já não podia ouvir o seu homem a moer-lhe o juizo, refastelado no sofá a pedir-lhe por tudo e por nada que fosse buscar um copinho de água, que fosse buscar-lhe umas bolachinhas ou que se tinha esquecido das pantufas. Num dia azedo, em que ele lhe pediu que fosse buscar o copinho de água - que estava seco, tinha comido uma feijoada com muito sal (culpa dela!) - sabem o que a Tia Rosa fez? Em vez da água, pôs-lhe vinagre! E muita sorte teve ele, de não ser com veneno para os ratos! 
Como vêem, o que é preciso é criatividade...
sábado, 14 de janeiro de 2012

Decidi iniciar este ano com uma mudança radical de visual: mudar de óculos! Sim, sou míope e como se não bastasse, também sofro de astigmatismo! Por isso, é que nem sempre consigo vislumbrar tudo a meu redor com a percepção correta e outras vezes, desfoco a realidade das coisas! 
Desde há algum tempo, que andava a observar as pessoas que usam os óculo retro - aros pretos, grandes - como o meu pai diz, “daqueles que eu tenho guardados na garagem!”. Bem visto e melhor feito. No inicio do ano, encontrei uns que me parecerem fantásticos: dar-me-iam o ar intelectual e sério que eu gosto de ter, mas mantendo o meu ar jovial e leve (pensava eu!).
Ontem fui buscá-los. Cheguei a casa e coloquei-os. Ía caíndo para o lado de desânimo e frustração. Deixei de me reconhecer. Os óculo ocupavam a minha cara inteira. Mais concretamente, eram maiores que a minha cara. Os olhos pareciam enormes. E a minha face magra e pequena ficava assombrada pelos aros negros, gigantes e maciços do óculo. Se fosse numa comédia, dava para rir às gargalhadas pelo ar estupefacto das pessoas a olharem para mim. Na vida real, dá vontade de chorar!
Não sei se a mulher do Einstein usava óculos, por isso acho precipitado dizer que me fiquei a parecer com ela. Ah, mas estou-me a lembrar agora mesmo da mulher do John Lennon: a Ioko Ono - fui mesmo agora à internet e ainda que não tenha encontrado nenhuma fotografia dela com uns óculos desta envergadura, quase tenho a certeza de que me lembro dela com óculos maiores do que a cara, como é o caso dos meus!
O meu irmão foi a prova final da minha catástrofe: quando olhou para mim disse-me que parecia um nerd! E perguntou-me se não tinha vergonha de sair assim à rua?! 
Claro que eu já me estava a sentir péssima com eles. Para além de enormes, estavam-me largos...claro, o tamanho não tinha sido feito para a minha pessoa! E como se ainda não bastasse, eram pesadissimos. Sentia um peso pesado por cima dass sobrancelhas e  a cana do nariz, já gritava por socorro: tirem-me isto de cima, antes que eu me parta!
Mas com aquele comentário do meu irmão, se tivesse um lençol para pôr por cima da cabeça e desaparecer, tinha-o feito de imediato. 
Como é que eu não tinha logo visto? Perguntava-me ele e eu a mim própria. “Eu bem te disse - dizia-me - não devias ter confiado na opinião dos pais - eles gostam sempre. O que me admira é que tu não tenhas logo visto que eles não se ajustavam à tua cara.”
Fiquei em pânico. E agora o que faço? O dinheirão que me custaram: aros e lentes. Estou feita. Ainda voltei à loja ontem à noite. Já nem conseguia dormir. Tinha de encontrar uma alternativa. Não podia cometer suicídio pelo menos sem antes os chatear. 
O técnico da óptica tranquilizou-me dizendo que iria pedir à proprietária autorização para eu os trocar por outros. Teve a paciência de me mostrar alguns aros mais pequenos (onde se pudesse aproveitar as novas lentes), mais subtis e também mais adequados à minha pessoa. Deixei lá três aros reservados e pela sua vontade, ainda tinha lá deixado mais -  a sua atitude foi irrepreensível! Enfim, voltei para casa mais descansada. 
Neste momento estou a aguardar com uma certa ansiedade que me liguem a dizer que já lá posso passar para escolher os definitivos.
Entretanto, aprendi uma grande lição: não vale a pena querermos usar aquilo que vemos nos outros, porque nem sempre se adequa a nós. A moda é aquilo com que nos sentimos bem! 
“Mana, não é que te fiquem horríveis. São indiferenciados. O problema é que agora, quando alguém olha para ti, só vê óculos e uns olhos enormes.” Ou seja, mais parecia uma formiga de olhos grandes!
domingo, 8 de janeiro de 2012

É com alguma nostalgia que hoje comunico o fim d’ O Amorzinho. Mas é também com grande esperança que inicio um novo Blog chamado “Sem Maquilhagem”.
Confesso que no príncipio me senti periclitante em relação a esta mudança. Quando se muda de nome é a nossa identidade que está em jogo e apesar da escolha de um nome para um blog não ser tão definitiva nem marcante como o nosso próprio nome - não pensem que é assim tão fácil abandonar “O Amorzinho” e passar a ver-me “Sem Maquilhagem”!
Mas como não tomei esta decisão de ânimo leve, hoje já a encaro naturalmente como o fim de um projeto que fez sentido numa dada altura e que agora faz sentido mudar. Acho que o fim d’O Amorzinho passa por um lado, por isso mesmo.  
Por outro lado é também o resultado de algumas opiniões que vinha recebendo de que deveria escolher um nome que se adequasse mais ao conteúdo dos textos que escrevo. Literalmente, o que me têm querido dizer é que opte por um nome menos infantil! Independentemente das opiniões, o aspecto que mais tive em conta nesta tomada de decisão foi, sentir-me bem na minha pele, porque o blog é um espaço meu e sou eu a sua soberana. 
Escolher um nome que se identifique comigo, com o que penso, o que sou e em simultâneo sirva para o objectivo que tenho para o meu blog, não foi tarefa fácil!
E mais dificil ainda se torna quando se parte para a acção. Senão vejam tudo o que tem que se resolver de âmbito prático! Primeiro escolher um nome - com a dificuldade acrescida de não ter de se inventar só um, porque não é assim tão pouco frequente já estar a ser utilizado! E aí, recomeçar tudo outra vez....tem de se imaginar outro!  Depois, criar novo blog, escrever texto final, exportar mensagens para não perder nada...e é porque tive uma grande ajuda para criar a nova imagem deste Blog! Parece que estou no meio de um discurso dos Grammys ou dos Óscares, mas não posso deixar de agradecer ao webdesigner - Ricardo Gonçalves - que tanta paciência teve comigo e na verdade, isto sem ele não teria sido possivel! (conversa de chacha, eu sei...mas sentida!). Enfim, uma trabalheira. É muito mais fácil ficar quietinho e manter tudo na mesma!
Mas depois da obra realizada, sinto-me revigorada. As mudanças são extremamente necessárias. Se aquilo que vemos não nos satisfaz, temos mesmo de ter coragem de mudar. Por isso, é que sinto que o nome “Sem Maquilhagem” faz mais sentido nesta fase que estou a viver. É uma viragem. Uma evolução. Espero que gostem! 
terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Cada ano novo é um livro aberto e uma nova agenda em branco! E no meu caso, este ano, duas agendas novinhas em folha! Adoro o cheiro do papel por estrear, dos livros acabados de imprimir, dos cadernos de notas por inaugurar! Por isso, este ano não resisti e comprei duas agendas: uma profissional e outra pessoal.
A primeira é a necessária e obrigatória, para me manter em ordem, atenta e organizada.
Mas este ano imprimi um cunho inovador e comprei também uma pequenina. Com que finalidade? Para apontar dia-a-dia momentos felizes, pensamentos construtivos ou coisas que me apaixonaram: por exemplo, um filme, uma exposição a que fui, um encontro agradável que tive, um passeio, um jantar num sitio especial e com pessoas também elas especiais; uma gargalhada que dei, um sorriso que partilhei; pormenores de uma viagem...enfim, aquilo que me apetecer mais tarde recordar! Por isso, chamo-lhe “A minha agenda feliz!”.  
Não se poderá falar de diário, porque não tem espaço nem é essa a finalidade.Será mais uma espécie de cancioneiro sucinto e objectivo onde guardarei todas as coisas boas que for vivendo ao longo dos 366 dias deste ano de 2012. 
No final do ano, servir-me-á para rapidamente visualizar recordações de dias somados mas que já não serão mais iguais pelo esquecimento com que o tempo naturalmente os polvilharia, não fosse eu marcá-los dia-a-dia com os tais momentos que nela vou registando ou com as ideias e pensamentos positivos que me vão enchendo a alma! É uma espécie de memorizador de felicidades.
Temos mais tendência para fixar os dias maus ou relembrarmos acontecimentos que nos magoaram. Isso é instantâneo. Fica registado na nossa mente sem precisar de lembretes.   No entanto, esquecemo-nos muitas vezes que é precisamente quando nos sentimos mais tristes, que mais falta nos faz recordar as coisas boas que já vivemos e que são em muito maior número concerteza que as más...nem que seja para nos dar um novo alento e uma nova sensação de que seguramente tudo há-de correr muito melhor!
Por isso esta minha agenda, que hoje dia 3 de janeiro, está quase em branco, enche-me de esperança para ser preenchida de momentos e pensamentos muito especiais!
É bom estarmos a iniciar um novo ano e termos a dádiva de estarmos bem de saúde, termos um emprego, uma vida tranquila e muitos sonhos e projetos novos para concretizar! 
Viva 2012!

Segue-me também no facebook!

Faz-te fã e recebe no teu mural as mensagens do Sem Maquilhagem.
www.facebook.com/semmaquilhagem

Os meus desmaquilhantes

Top do SM

Para 2012 eu quero...

Eu...sem maquilhagem

Com tecnologia do Blogger.

Design by RG