sábado, 31 de março de 2012


Quando nos guiamos pela boa vontade em tudo aquilo que fazemos, as coisas resultam muito melhor. Parece conversa fiada ou um pensamento retirado de um daqueles livros que nos quer convencer que se mudarmos os nossos pensamentos, mudamos a nossa vida por artes mágicas. Não é disso que se trata. É mesmo a minha própria experiência a falar. Tenho comprovado isso no meu dia-a-dia.
A boa vontade é um sentimento muito poderoso e que realmente pode trazer muito bons resultados para quem a semeia. É importante polvilharmos tudo aquilo a que nos entregamos diariamente com pózinhos de boa vontade!
Realizamos as tarefas domésticas sem tanto esforço, atingimos os nossos objectivos diários com muito mais facilidade, cumprimos os deveres sem o sentido tão carregado de obrigação; ajudamos os nossos familiares naquelas tarefas muito chatas ou que não dá jeito nenhum àquela hora fazer (quando dá jeito fazer coisas chatas???!). “Ajudas-me a pôr aqui uma pomada nas costas?” ou “Vens comigo ao supermercado porque senão num dia muito próximo, amanhã por exemplo, quando o abres, só tem ar!”.
Aturamos chefes e colegas rezingões com um sorriso nos lábios e um pensamento daninho: “Hoje nada me chateia.”.
Ultrapassamos os obstáculos sem necessitar depois de esfregar com tanta força a camisa debaixo dos sovacos. Porquêê? Ora porquê? Porque transpirámos menos....
Temos mais paciência quando a nossa mãe nos liga antes das nove da manhã, só para nos lembrar de um pequeno pormenor, como fazia quando tínhamos 8 anos e nos perguntava se levávamos os livros e as canetas dentro da mochila para a escola.
Enfim, possuir uma boa dose de boa vontade é um alívio para nos ajudar a fazer aquelas coisas mais aborrecidas que qualquer vida tem, retirando-nos o sentimento de estarmos a carregar uma cruz aos ombros! 
quarta-feira, 21 de março de 2012


Passei o dia a matraquear “quem corre por gosto não cansa”. O que significa então o verbo gostar? Fui ao Priberam e vêm lá as seguintes definições: ter prazer em fazer algo; ter inclinação, afeição, simpatizar, ter satisfação.
O verbo gostar é usado portanto, mais no sentido prático para expressar prazer ou satisfação em fazer alguma coisa ou em sentir algo no momento presente. 
E quais são as grandes diferenças entre gostar e amar? O verbo amar tem outra intensidade. É mais selecto, é mais teórico e usado no sentido mais profundo. Não se pode usar com a mesma vastidão e desprendimento que o verbo gostar. Nem faria sentido.
Ora vejamos, dá-me prazer falar com pessoas que cultivem o gosto pela literatura ou pelo cinema; gosto de apreciar a lua cheia numa praia à noite ou enquanto conduzo - vejo sempre no seu interior a cara de um menino a rir ou com cara séria, e até já o vi a lacrimejar - penso que talvez tenha alguma coisa a ver com o meu estado de espírito! E por vezes, não vejo uma coisa nem outra, os desenhos que estão dentro da lua são mais vagos e fazem-me lembrar aquela silhueta do ET quando tentava comunicar com a sua casa, lembram-se? 
Mas em nenhum destes casos faz sentido usar o verbo amar. É demasiado seborreico. 
Dá-me satisfação passear pela praia com a brisa do mar a flutuar-me no corpo e a espuma da água a salgar-me as pernas - é uma enorme sensação de bem-estar. Gosto de ficar quente para depois desfrutar de um refrescante banho que me sacia!
Gosto de ser abraçada e receber mimos das pessoas que amo! Gosto dos gelados do Santini, cheios de fruta natural e que me fazem querer voltar ao chiado para os provar uma e outra vez de seguida. Gosto de andar nas lojas a experimentar coisas giras, mesmo sem comprar!
Gosto de cheirar o vinho antes de o degustar pela primeira vez! Tenho satisfação em apreciar devagar e com as papilas degustativas abertas e enebriadas de prazer vários petiscos, até me encher com a minha própria gula! Mas usar aqui o verbo amar, seria como vestir calças de camurça em pleno verão...exagerado, não? 
Amar é mais definitivo. Não pode ser só no momento. É menos sensual. Menos intuitivo. É mais intemporal. Amar é um dom. Ama-se o pai, a mãe, os irmãos, o parceiro, os filhos, os avós. Amo viajar, escrever...gosto de ler, mas já não amo! Apenas alguns livros é que ficam para sempre! 
Como disse no ínicio, o verbo amar é mais selecto. Temos mais dificuldade em fazer uma longa lista de coisas ou pessoas que amemos verdadeiramente. Eu diria até que os dedos das duas mãos chegam para enumerar aquilo por que sentimos amor puro! Em contrapartida, poderia encher três ou quatro páginas com exemplos em que pudesse usar o verbo gostar.
Nenhum substitui o outro nem é mais importante. O verbo gostar pode fazer-nos mais companhia ao longo do dia-a-dia, pois usamo-lo com muito mais frequência. Como o próprio nome indica - gostar, vem de amigo! 
Mas numa única vez, o verbo amar pode encher-nos a vida inteira! E valê-la também.

quarta-feira, 14 de março de 2012


Há certas alturas em que ficamos sem palavras. Em que não temos mesmo nada para dizer. O silêncio instala-se. Normalmente isto acontece quando ficamos perplexos com aquilo que nos está a acontecer. E sentimos que não há nada que possamos dizer ou fazer para alterar o presente. 
O silêncio de que estou a falar, não é aquele que se partilha com o parceiro ou com um amigo num restaurante ou numa esplanada e em que por momentos, não há nada para dizer. Esse silêncio não fere nem constrange.
O silêncio de que eu falo é o que significa desalento, dor, mágoa, desapontamento. É o silêncio de quem deu tudo e se sente roto por dentro. Porque foi apanhado de surpresa. É o silêncio de quem já não tem palavras para acreditar e está cansado. E fica calado sentindo o coração amarrotado de dor. A dor sufoca a voz. Cala as palavras. 
Este silêncio é aterrador. É a voz da descrença, da impotência de acabar com o sofrimento que se está a sentir. Normalmente cai-se neste silêncio quando deixou de haver esperança. Quando ainda nem sequer se sabe bem como vamos seguir em frente a partir daí. A cabeça pensa a uma velocidade estonteante. Mas nem forças tem para balbuciar quaisquer palavras. O caos instalou-se. E o melhor é deixar passar. As palavras hão-de voltar por si, quando a dor e a imensa tristeza desanuviarem.
O silêncio de que eu falo surge quando duas pessoas que gostam muito uma da outra, se esgotam e estão tão cegos com os defeitos e os erros um do outro, ao ponto de deixarem de vislumbrar o amor que as uniu. E pura e simplesmente, desistem. E entregam-se à separação. 
Vence o silêncio...

sábado, 10 de março de 2012


Os PIPS andam por aí, a apitar por todo o lado e a exportar um mal que nenhuma mulher quis comprar quando o implantou no seu peito. O que mais me escandaliza é como esta empresa e o seu dono não foram ainda obrigados a indemnizar os danos de saúde e morais que estão a provocar e por outro lado, como é que estas mulheres que de um momento para o outro se tornaram portadoras de uma mini-bomba a explodir dentro de si, continuam impávidas e em silêncio? Ainda por cima são elas que têm de pagar a nova cirurgia a que obrigatoriamente se vêem forçadas a fazer de urgência, para retirar o silicone envenenado que lhes venderam a um preço demasiado excessivo que decerto nunca teriam pago, se soubessem o que sabem hoje. Julga-se que pelo mundo inteiro entre 400 a 500 mil mulheres são portadoras das próteses PIP. Porque não se juntam a lutar pelos seus direitos, como mulheres que foram ultrajadas e como cidadãs do mundo? A beleza de um peito de sonho passa por saber defendê-lo. Movam-se!

quarta-feira, 7 de março de 2012


Dá-me imenso prazer quando vejo mulheres que se sabem cuidar! Como a música de Tom Jobim: olha que moça mais linda, é ela que passa, cheia de graça.... A ideia que quero passar é simples: admiro ver as mulheres que gostam de si e estão bem consigo próprias. Desde as miúdas de 16 anos, à jovem de 25, como a mulher de 35 ou a senhora dos seus 60 anos, 70 e até mais. Então, aquelas avózinhas que se emperiquitam vestidas dos pés à cabeça a condizer, com um lencinho, o cabelo arranjado, metem perfume e pintam os lábios aos 80 anos, acho uma doçura!
A mulher não precisa de ser espampanante nem estar sempre deslumbrante. Basta saber cuidar-se. E este cuidado nota-se na forma certa com que se veste para cada ocasião, sem chocar, adaptando-se a cada contexto: uma festa à noite num restaurante requintado exige uma preparação diferente duma festa na praia ao final da tarde; a roupa de trabalho deve ser muito mais sóbria (dependendo do que se faz, como é obvio) do que a usada num jantar descontraído entre amigos! Para um jantar romântico deve-se surpreender mas sem causar alarde.
A mulher que gosta de si e tem uma boa auto-estima, cuida-se. Não precisa de parecer uma árvore de Natal ou de fazer parar sem respiração um restaurante cheio. A beleza  salta à vista naturalmente, não é forçada. 
Penso que muitas vezes se peca pelos dois extremos: as mulheres que se descascam e exibem as suas formas físicas exageradamente, parecendo estarem a oferecer-se! E as que parecem fantasmas de si próprias. Enquanto que as primeiras se pintam demais, anulando até os próprios traços naturais que lhes poderiam realçar a beleza, as últimas despintam-se tanto que até realçam as olheiras das noites mal dormidas e empoeiram-se para não darem nas vistas...só que dão, pela razão inversa: pelo demasiado desmazelo. Conheço mulheres, com uma boa carreira profissional, com uma vida estável mas que são cinzentas sempre. Não brilham. Parece que se esforçam todos os dias de manhã por ficarem mais sem graça que no dia anterior e mais pálidas que a farinha maizena! E as que deixam de olhar por si, porque casaram ou tiveram filhos? Transferem os cuidados para o marido e para o filho e perdem o brilho. Ficam uma fotografia a preto e branco.
As minhas preferidas são pois, as que se encontram no meio: que são vaidosas mas sem exageros, que se preocupam em brilhar sem ofuscar, que têm classe onde quer que estejam e mesmo sem precisar de serem exponencialmente bonitas, tornam-se bonitas porque se cuidam e gostam de si. Vestem o que lhes assenta bem e têm personalidade  forte para assumir uma ou outra extravagância, sentem-se bem na sua pele e transportam esse bem estar para todo o lado. Não precisam de estar sempre nos píncaros ou de vestir a última moda que aparece na Vogue. Vestem aquilo com que se identificam. Não são obcecadas com o corpo, apesar de terem certos cuidados com o que comem e praticam algum desporto por prazer e claro, por dedicação a si próprias!
São mulheres seguras de si. Sabem que o aspecto é importante mas cuidam-se também de dentro para fora. Penso que estas mulheres serão sempre mais felizes e darão muito mais felicidade aos outros, porque aceitam o virar dos anos como quem folheia levemente uma revista feminina. Há dossiers interessantes e outros menos, trata-se de ler na diagonal e tirar o conteúdo relevante em cada um! Todas as idades têm a sua glória. Nunca mais se tem a pele lisa de pêssego que se tinha aos vinte anos! Mas também aos vinte anos, por vezes, tem-se acne e inseguranças que nos fazem trancar a porta do quarto e chorar sem razão nenhuma porque virámos o mundo do avesso e está contra nós. Admiro as ruguinhas das velhotas de 80 anos - secalhar porque não são as tuas, dizem vocês! Não posso predizer como me vou sentir a envelhecer, mas espero saber fazê-lo dignamente! Não há nada mais deprimente do que presenciar a decadência das mulheres que não aceitam que os anos passam e se mascaram com plásticas que em vez de embelezar, só ridicularizam! Ou continuam a vestir trapinhos próprios de meninas de 20 anos! 
Penso que se vive um bocado o deslumbre por manter um corpo jovem a emoldurar no fundo, cérebros velhos. Por isso é que aprecio todas as mulheres, que vivem adequadas à sua idade e independentemente de se estarem a preparar para uma festa ou para um dia de trabalho, cuidam-se porque gostam pura e simplesmente de si próprias! 

segunda-feira, 5 de março de 2012


A percepção que se tem do tempo muda gradualmente ao longo da vida. Enquanto que a sensação de eternidade se esfuma à medida que se somam os anos, a intensidade com que se goza a qualidade dos bons momentos aumenta duplamente!

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