segunda-feira, 21 de maio de 2012


Ao Ricardo e à Sofia
Ela - Sim, eu sempre acreditei que um dia haveria de te encontrar. Não te conhecia, mas já existias há muito na minha imaginação.
Ele - Quando te encontrei, já duvidava que tu existisses. Confesso que estava tão desiludido, que não te reconheci ao primeiro olhar!
Ela - Nem sempre foi fácil também para mim. Tive os meus receios e as minhas dúvidas antes de te encontrar. A espera é um abismo silencioso que provoca vertigens. E as vertigens, em certos momentos, também me fizeram duvidar que existisses na realidade, para além da minha imaginação.
Ele - Nem sempre estive certo que um dia nos haveríamos de encontrar. E quando nos encontrámos, descobri que já nos tinhamos cruzado decerto pelos mesmos caminhos! Como não te vi logo?
Ela - E não foram só os mesmos caminhos que nos juntaram. Depois da viagem a Zaragoza, tem sido um turbilhão de momentos, de encontros, de fotografias, projetos, amigos e sempre, sempre a nossa paixão pelas viagens!
Ele - É incrível como ainda hoje fico pasmado quando completas as minhas frases e dizes a última sílaba das minhas palavras. Sempre que tens as ideias que eu acabei de ter e o teu sorriso e a tua enorme alegria, me fazem escolher-te todos os dias como a minha musa!
Ela - E hoje, 19 de Maio de 2012, é o nosso dia, amor! Não é o primeiro desde que estamos juntos. Mas é o dia em que derradeiramente celebramos com o mundo que nos importa, a escolha que fizemos de nos unirmos para sempre!
Ele - És tu, sempre foste tu. Antes mesmo de eu saber! E desde que nos encontrámos, o eu e o tu ficou mais forte...deu lugar a NÓS!

domingo, 13 de maio de 2012


Há beijos repenicados, viscosos, secos, sôfregos, sumarentos, frios, encalorados, lentos, rápidos, proibidos, prazeirosos, forçados, roubados, doces, amargos, pegajosos, pegadiços, aguados, sinistros, emotivos, mecânicos, arrastados.
Há tipos de beijos para todas as situações e para todo o tipo de pessoas. São regra geral sinónimo de prazer e pura satisfação. No entanto, nem sempre são utilizados pelos melhores motivos. O beijo de Judas Escariotes é dos exemplos mais conhecidos na História como símbolo de traição. 
Hoje em dia damo-los com a maior naturalidade em todos os sitios e a qualquer altura, praticamente com total liberdade e é comum vermos pessoas a beijarem-se sem tabus na rua, no cinema, na tv. São marca de  paixão e fugosidade. São lema de intensidade e vibração. Mas nem sempre foi assim. O primeiro filme a registar um beijo na história do cinema foi em 1896, ainda no cinema mudo e chama-se “The Kiss”, teve a duração de 2 minutos. O director do Jornal de Chicago na altura considerou o filme “absolutamente repugnante” e até solicitou intervenção policial! Tudo bem que os actores estavam longe de possuirem imagens apelativas...mas coitados, todos têm direito a beijos!
Os Beijos são o ingrediente que está presente em quase todos os relacionamentos da nossa vida! E naqueles em que não está, é porque não são dignos de referência. 
Os beijos dão-se e tiram-se, conforme as vontades. Repetem-se as vezes que se quiser e   há os que nunca se apagam da nossa mente, mesmo que já não se voltem a dar. Ficam na memória do paladar, do tacto e do olfacto...eternizados. 
Os beijos definem os nossos estados emocionais e caracterizam os sentimentos que temos em relação às pessoas. Pela forma como sentimos o beijo, sabemos se estamos apaixonados ou se muito em breve corremos esse risco, de ficarmo presos por um beijo! 
São também utilizados como cumprimento e como estatuto social. São provas de amor, de amizade, carinho e protecção. São mimos expressos em caricias que se dão com os lábios, são palavras não proferidas. São autênticas armas de sedução. O livro do Kamasutra eleva os beijos a uma arte que se aprende e se treina, para se aperfeiçoar!
Os beijos rompem saudades e encurtam distâncias; selam compromissos e assinalam promessas e ventos de mudanças. São o champagne gratuito de quem celebra acontecimentos e o antídoto para o veneno de momentos difíceis. Dão ânimo e força. São pactos de paz. Apaixonados e bem dados, são autênticos foguetes que nos levam à lua! 
Na maioria das vezes associamos os beijos a boas razões, porque não mentimos nos beijos que damos, pelo menos a quem verdadeiramente os damos! 
São uma espécie de cordão umbilical que se extende do nosso coração aos outros...

segunda-feira, 7 de maio de 2012


É estranho fazer 35 anos!  Uma pessoa ainda se sente jovem em muitas coisas, mas já começa a ser velho para outras. É aquele meio-termo que não tem graça nenhuma. Não se cheira a mofo mas já se perdeu a frescura da colónia Ausónia na pele.
Uma pessoa de repente, encontra-se a meio do caminho. Olha para trás e para a frente. Salta de alegria? Dá gargalhadas? Celebra inconscientemente a vida? Dá soluços de arrependimento? É antes boa altura para se fazer uma reflexão sobre o que se quer e para onde se vai. Penso que é natural. E por isso, há duas perguntas que me vieram logo à cabeça tentar responder. A primeira é: realizei os sonhos que imaginava para mim com esta idade? E o que é que eu ainda quero muito realizar?
As duas perguntas têm a mesma resposta. Quero muito escrever um livro e ser mãe!
O primeiro é absoluto, sem reticências. O segundo, confesso que apesar de o desejar, não sei se por ventura conseguirei sê-lo, por falta de coragem.
A escrita é muito egoista. Exige tempo, espaço, dedicação. Não se escreve só por prazer, ainda que o prazer seja a grande motivação para quem escreve! Mas é mais exigente, é qualquer coisa que existe dentro da nossa alma que não se contenta com a vida a passar sem deixar vestígios ou marcas. Escrever é outra forma de parir, com dor!
É um sofrimento ansioso. É uma necessidade que quanto mais se alimenta, mais fome tem. Não se esgota. Por isso é que os grandes escritores, são quase sempre almas sós e incompreendidas. Por sua própria culpa e risco. Tomam essa decisão. Afastam-se. A escrita precisa de silêncio, de dor, afastamento. É a amante insaciável e mais insatisfeita.
Ser mãe é o oposto. É a dádiva, a renúncia ao eu, é o prazer quase sinistro de ficar de mãos vazias, é o desprendimento por si e o amor assolapado pelos filhos que, não se compara a nenhum outro sentimento que já se teve na vida. 
Ser mãe é estar sempre satisfeito com pouca coisa, desde que os filhos estejam de boa-saúde, é o desespero de querer sempre vigiá-los e garantir a qualquer preço que eles estejam bem. É ter perdido tudo e estar-se contente pelos beijos e abraços que se recebe. É querer protegê-los, sem se proteger. É dar, sem pensar em receber. É um amor que tem principio e não encontra fim. É desmedido, é gigantesco. É impossível descrevê-lo sem o sentir.
Ainda assim, é mais fácil escrever do que ser mãe! 
quarta-feira, 2 de maio de 2012


Para quem já nasceu no pós-revolução 25 de Abril de 1974, a Liberdade é um conceito muito vago, inexpressivo e pouco valorizado. Pelo menos aparentemente. Quando hoje  dizemos o que queremos e expressamos o que pensamos e sentimos quase sem tabus!Vamos para todo o lado, sem fronteiras, pelo menos dentro da União Europeia. Eu ainda me lembro do meu pai ter de ir à conservatória para oficializar um salvo-conduto a dar autorização para que eu pudesse ir com os meus avós, ali ao lado da fronteira, a Badajoz, a 18 quilómetros de minha casa, para ir comprar caramelos!
Lembro-me de no regresso estarmos sempre sujeitos a confiscarem-nos o carro e a termos de mostrar tudo aquilo que tinhamos comprado na vizinha Espanha. E certas ocasiões, perto do Natal, em que se exagerava um bocado na quantidade de prendas que lá se compravam, chegávamos a ter de esconder algumas coisas debaixo dos bancos e dar um pacotinho de café ao polícia na fronteira. Eu espero que com este testemunho, a Troíka hoje, não me venha pedir impostos pelas barbies, pelas barriguitas e pelos caramelos não declarados!
Hoje em dia a liberdade que possuímos para tantas coisas na vida, parece inquestionável. Casamo-nos, divorciamo-nos, votamos, criamos blogs, publicamos espontaneamente e sem medo o que nos apetece em jornais, no Facebook, em páginas na Net, gozamos publicamente com os políticos, com os governantes, despropositamos atitudes labregas de personalidades públicas e afins, fazemos declarações públicas de amor e ódio. Então, porque é que nem sempre nos sentimos livres?!?
Porque todos os dias nas nossas vidas, há coisas que simplesmente nos agrilhoam, nos impedem de sermos totalmente aquilo que somos. Porque enquanto membros de uma sociedade somos moldados e pactuamos com regras que moralmente sentimos obrigatórias apesar de não concordarmos com elas e porque para sobreviver temos de adoptar condutas que estão muito longe daquilo com que nos identificamos. Os tabus e os preconceitos continuam a existir. E porque há outros que somos nós mesmos a criá-los!
A liberdade parece não ter importância até ao momento em que por qualquer razão, nos apercebemos que a perdemos ou que corremos esse risco.
A liberdade é invisível enquanto a temos. É a oposição do termo possessão. Mas na prática, só nos sentimos livres quando a possuímos. Estranho, não é? Quando por qualquer razão nos temos de esconder por alguma coisa ou nos vemos forçados a fazer algo contrário ao que queremos, sentimo-nos presos e é aí que tomamos certas decisões por impulso. Para mais tarde, sentirmos a liberdade de as termos tomado. 
E é nesse momento, que nos surge a liberdade diante dos olhos, leve como as nuvens brancas de algodão que intervalam a chuva num céu azul recortado. 

Segue-me também no facebook!

Faz-te fã e recebe no teu mural as mensagens do Sem Maquilhagem.
www.facebook.com/semmaquilhagem

Os meus desmaquilhantes

Top do SM

Para 2012 eu quero...

Eu...sem maquilhagem

Com tecnologia do Blogger.

Design by RG