quinta-feira, 14 de março de 2013


Não acredito na sorte. Nunca fui sortuda nem me sinto uma pessoa com muita sorte. Sou sim uma pessoa abençoada e prefiro esta graça, à sorte!
Acho que a sorte serve para o jogo, para as lotarias e como o próprio substantivo diz, calha ou não calha. A sorte é um estado efémero. Entre mil milhões calhou ter sorte.

Penso que o termo sorte, é muitas vezes excessivo e abusadamente usado. Como por exemplo, “hoje foi uma sorte não chover!”. Qual sorte, qual quê? Não choveu porque há razões metereológicas que afastaram a pluviosidade. Não é uma questão de sorte. A nós, é que nos calhou bem não ter chovido naquele dia. 

Ou então quando se utiliza a expressão: “vais ver que ainda hás-de ter a sorte de encontrar a pessoa certa.”. Sorte e certa são duas coisas contraditórias. A sorte se é coisa que não é, é certa! Os caminhos que levam a ela, podem não levar ou nem sequer existir. Estar dependente da sorte para encontrar alguém, é como enfiar por um labirinto de propósito e querer ficar tonto de não chegar a nenhum lado. 

A sorte é arrogante, por ser vesga. Calha muitas vezes ao lado e atraiçoa quem a espera, prega partidas nos demasiado confiantes e roça o ridículo da patetice: nunca se percebe porque é que foi calhar àquele!

A benção é um estado de graça. É ser-se especial porque se acredita e sente-se. Viver com os pés assentes na terra, sujeito a coisas boas e más, mas ter nas costas umas asinhas brilhantes e luminosas que ajudam a levitar e a percorrer o caminho com uma leveza que não se explica.

A benção é uma espécie de dom involuntário mas que pouco a pouco se vai tornando consciente. E quanto mais consciente, mais obriga a que se seja agradecido. E apesar do misticismo que conduz a ela, a benção acaba por ser tornar um estado superior de consciência  ao longo da vida, enquanto que a sorte é inconsciente e depravada até ao fim. Existe por isso, um abismo de inconsciência que separa a sorte da benção e que só é   explicado pela convicção que o próprio abençoado alcança: a certeza de que, aconteça o que acontecer, vai correr tudo pelo melhor.

A sorte calha. A benção é uma escolha. A sorte vai e vem. A benção fica. Nasce-se abençoado. É-se sortudo hoje, amanhã já não. 
É uma benção encontrar-se a pessoa certa. É confiança exagerada e descuido a mais, deixar algo tão importante nas mãos da sorte.

A grande diferença entre a benção e a sorte, é a falta de fé que a primeira não tem. É a crença de que há algo superior que nos protege, como se sentissemos uma auréola por cima da cabeça. E o certo, é que em muitos momentos a vemos mesmo brilhar! Como se fosse o único pormenor a cores, numa fotografia tirada a preto e branco.

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