quarta-feira, 14 de março de 2012


Há certas alturas em que ficamos sem palavras. Em que não temos mesmo nada para dizer. O silêncio instala-se. Normalmente isto acontece quando ficamos perplexos com aquilo que nos está a acontecer. E sentimos que não há nada que possamos dizer ou fazer para alterar o presente. 
O silêncio de que estou a falar, não é aquele que se partilha com o parceiro ou com um amigo num restaurante ou numa esplanada e em que por momentos, não há nada para dizer. Esse silêncio não fere nem constrange.
O silêncio de que eu falo é o que significa desalento, dor, mágoa, desapontamento. É o silêncio de quem deu tudo e se sente roto por dentro. Porque foi apanhado de surpresa. É o silêncio de quem já não tem palavras para acreditar e está cansado. E fica calado sentindo o coração amarrotado de dor. A dor sufoca a voz. Cala as palavras. 
Este silêncio é aterrador. É a voz da descrença, da impotência de acabar com o sofrimento que se está a sentir. Normalmente cai-se neste silêncio quando deixou de haver esperança. Quando ainda nem sequer se sabe bem como vamos seguir em frente a partir daí. A cabeça pensa a uma velocidade estonteante. Mas nem forças tem para balbuciar quaisquer palavras. O caos instalou-se. E o melhor é deixar passar. As palavras hão-de voltar por si, quando a dor e a imensa tristeza desanuviarem.
O silêncio de que eu falo surge quando duas pessoas que gostam muito uma da outra, se esgotam e estão tão cegos com os defeitos e os erros um do outro, ao ponto de deixarem de vislumbrar o amor que as uniu. E pura e simplesmente, desistem. E entregam-se à separação. 
Vence o silêncio...

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