quarta-feira, 7 de março de 2012


Dá-me imenso prazer quando vejo mulheres que se sabem cuidar! Como a música de Tom Jobim: olha que moça mais linda, é ela que passa, cheia de graça.... A ideia que quero passar é simples: admiro ver as mulheres que gostam de si e estão bem consigo próprias. Desde as miúdas de 16 anos, à jovem de 25, como a mulher de 35 ou a senhora dos seus 60 anos, 70 e até mais. Então, aquelas avózinhas que se emperiquitam vestidas dos pés à cabeça a condizer, com um lencinho, o cabelo arranjado, metem perfume e pintam os lábios aos 80 anos, acho uma doçura!
A mulher não precisa de ser espampanante nem estar sempre deslumbrante. Basta saber cuidar-se. E este cuidado nota-se na forma certa com que se veste para cada ocasião, sem chocar, adaptando-se a cada contexto: uma festa à noite num restaurante requintado exige uma preparação diferente duma festa na praia ao final da tarde; a roupa de trabalho deve ser muito mais sóbria (dependendo do que se faz, como é obvio) do que a usada num jantar descontraído entre amigos! Para um jantar romântico deve-se surpreender mas sem causar alarde.
A mulher que gosta de si e tem uma boa auto-estima, cuida-se. Não precisa de parecer uma árvore de Natal ou de fazer parar sem respiração um restaurante cheio. A beleza  salta à vista naturalmente, não é forçada. 
Penso que muitas vezes se peca pelos dois extremos: as mulheres que se descascam e exibem as suas formas físicas exageradamente, parecendo estarem a oferecer-se! E as que parecem fantasmas de si próprias. Enquanto que as primeiras se pintam demais, anulando até os próprios traços naturais que lhes poderiam realçar a beleza, as últimas despintam-se tanto que até realçam as olheiras das noites mal dormidas e empoeiram-se para não darem nas vistas...só que dão, pela razão inversa: pelo demasiado desmazelo. Conheço mulheres, com uma boa carreira profissional, com uma vida estável mas que são cinzentas sempre. Não brilham. Parece que se esforçam todos os dias de manhã por ficarem mais sem graça que no dia anterior e mais pálidas que a farinha maizena! E as que deixam de olhar por si, porque casaram ou tiveram filhos? Transferem os cuidados para o marido e para o filho e perdem o brilho. Ficam uma fotografia a preto e branco.
As minhas preferidas são pois, as que se encontram no meio: que são vaidosas mas sem exageros, que se preocupam em brilhar sem ofuscar, que têm classe onde quer que estejam e mesmo sem precisar de serem exponencialmente bonitas, tornam-se bonitas porque se cuidam e gostam de si. Vestem o que lhes assenta bem e têm personalidade  forte para assumir uma ou outra extravagância, sentem-se bem na sua pele e transportam esse bem estar para todo o lado. Não precisam de estar sempre nos píncaros ou de vestir a última moda que aparece na Vogue. Vestem aquilo com que se identificam. Não são obcecadas com o corpo, apesar de terem certos cuidados com o que comem e praticam algum desporto por prazer e claro, por dedicação a si próprias!
São mulheres seguras de si. Sabem que o aspecto é importante mas cuidam-se também de dentro para fora. Penso que estas mulheres serão sempre mais felizes e darão muito mais felicidade aos outros, porque aceitam o virar dos anos como quem folheia levemente uma revista feminina. Há dossiers interessantes e outros menos, trata-se de ler na diagonal e tirar o conteúdo relevante em cada um! Todas as idades têm a sua glória. Nunca mais se tem a pele lisa de pêssego que se tinha aos vinte anos! Mas também aos vinte anos, por vezes, tem-se acne e inseguranças que nos fazem trancar a porta do quarto e chorar sem razão nenhuma porque virámos o mundo do avesso e está contra nós. Admiro as ruguinhas das velhotas de 80 anos - secalhar porque não são as tuas, dizem vocês! Não posso predizer como me vou sentir a envelhecer, mas espero saber fazê-lo dignamente! Não há nada mais deprimente do que presenciar a decadência das mulheres que não aceitam que os anos passam e se mascaram com plásticas que em vez de embelezar, só ridicularizam! Ou continuam a vestir trapinhos próprios de meninas de 20 anos! 
Penso que se vive um bocado o deslumbre por manter um corpo jovem a emoldurar no fundo, cérebros velhos. Por isso é que aprecio todas as mulheres, que vivem adequadas à sua idade e independentemente de se estarem a preparar para uma festa ou para um dia de trabalho, cuidam-se porque gostam pura e simplesmente de si próprias! 

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