sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Como é que uma mulher sobrevive à natural e expontânea desarrumação dos homens com quem vive, sem ser internada num hospício e com camisa de forças? O que fazer então, antes de enlouquecer? De nada serve estar sempre a repetir o mesmo. Andar atrás deles, como uma vaca a mugir. Eles resmungam logo - suas grandes chatas! - acusando-nos de ser obcecado-compulsivas pela arrumação!
No dia a seguir...ou até no próprio dia, continuam a desarrumar tudo na mesma.
No entanto, confessemos que nós próprias também temos muita culpa no cartório. Outro dia, discutindo este tema entre amigas, chegámos amplamente à seguinte conclusão: que nos queixamos deles não fazerem nada em casa ou ajudarem pouco nas tarefas domésticas que deveriam ser commumente partilhadas, mas que nós próprias já nos habituámos a isso ou ainda não nos desabituámos! Começando pela própria maneira como nos expressamos, senão vejam:
- Querido, vens ajudar-me a lavar a loiça?
- Querido, levas tu hoje o lixo para baixo?
- Ajudas-me a pôr a mesa?
- Hoje bem podias dar-me um jeitinho e pendurares a roupa lavada...uma boa acção!
- Oh, querido, ainda bem que estás a lavar a loiça! Que bom! É uma ajuda que me dás...poupas-me esse trabalho!
Já repararam? Nós quase lhes suplicamos que eles nos “ajudem”! Nós aceitamos de bandeja na mão que, as tarefas domésticas são da nossa responsabilidade, quando partilhamos a mesma casa, trabalhamos fora (como eles!) e exigimos a nós mesmas, o trabalho extra de controlar tudo! Deliberadamente, assumimos que nós temos que ser máquinas debulhadoras 24 sob 24 horas e a eles damos-lhes o direito, de quando chegam a casa, cansados do trabalho - de descansar! Coitadinhos! Somos suas escravas emancipadas!
O que fazer então, antes de enlouquecer?
Os homens não se levam nem com reprimendas nem com falinhas mansas, têm de ser severamente educados e só há uma maneira. Colocar-lhes o brazão a ferver sobre a pele, para deixar cicatriz o resto da vida. Os homens só aprendem se sentirem na pele as suas próprias acções. Por isso, não hesitem nem tenham piedade. Façam como algumas mulheres que eu conheço: para aquele que deixa todos os dias a toalha molhada do banho em cima da cama e por acaso, sempre do lado em que vocês dormem...porque não a colocam um dia no lado deles? Vão ver como ele vai adorar os lençóis húmidos! Ou então, o que deixa as cruzetas em cima da cama? Na próxima vez que se magoarem com uma, coloque-a disfarçada por debaixo da sua almofada, mas de forma a que ele a sinta nos ossos...ou então, façam como a Tia Rosa que, já não podia ouvir o seu homem a moer-lhe o juizo, refastelado no sofá a pedir-lhe por tudo e por nada que fosse buscar um copinho de água, que fosse buscar-lhe umas bolachinhas ou que se tinha esquecido das pantufas. Num dia azedo, em que ele lhe pediu que fosse buscar o copinho de água - que estava seco, tinha comido uma feijoada com muito sal (culpa dela!) - sabem o que a Tia Rosa fez? Em vez da água, pôs-lhe vinagre! E muita sorte teve ele, de não ser com veneno para os ratos!
Como vêem, o que é preciso é criatividade...
2 comentários:
Vá lá que vivo sozinho, agora apanhei medo ;)
Não é preciso...basta seres arrumadinho!
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