sábado, 14 de janeiro de 2012
Decidi iniciar este ano com uma mudança radical de visual: mudar de óculos! Sim, sou míope e como se não bastasse, também sofro de astigmatismo! Por isso, é que nem sempre consigo vislumbrar tudo a meu redor com a percepção correta e outras vezes, desfoco a realidade das coisas!
Desde há algum tempo, que andava a observar as pessoas que usam os óculo retro - aros pretos, grandes - como o meu pai diz, “daqueles que eu tenho guardados na garagem!”. Bem visto e melhor feito. No inicio do ano, encontrei uns que me parecerem fantásticos: dar-me-iam o ar intelectual e sério que eu gosto de ter, mas mantendo o meu ar jovial e leve (pensava eu!).
Ontem fui buscá-los. Cheguei a casa e coloquei-os. Ía caíndo para o lado de desânimo e frustração. Deixei de me reconhecer. Os óculo ocupavam a minha cara inteira. Mais concretamente, eram maiores que a minha cara. Os olhos pareciam enormes. E a minha face magra e pequena ficava assombrada pelos aros negros, gigantes e maciços do óculo. Se fosse numa comédia, dava para rir às gargalhadas pelo ar estupefacto das pessoas a olharem para mim. Na vida real, dá vontade de chorar!
Não sei se a mulher do Einstein usava óculos, por isso acho precipitado dizer que me fiquei a parecer com ela. Ah, mas estou-me a lembrar agora mesmo da mulher do John Lennon: a Ioko Ono - fui mesmo agora à internet e ainda que não tenha encontrado nenhuma fotografia dela com uns óculos desta envergadura, quase tenho a certeza de que me lembro dela com óculos maiores do que a cara, como é o caso dos meus!
O meu irmão foi a prova final da minha catástrofe: quando olhou para mim disse-me que parecia um nerd! E perguntou-me se não tinha vergonha de sair assim à rua?!
Claro que eu já me estava a sentir péssima com eles. Para além de enormes, estavam-me largos...claro, o tamanho não tinha sido feito para a minha pessoa! E como se ainda não bastasse, eram pesadissimos. Sentia um peso pesado por cima dass sobrancelhas e a cana do nariz, já gritava por socorro: tirem-me isto de cima, antes que eu me parta!
Mas com aquele comentário do meu irmão, se tivesse um lençol para pôr por cima da cabeça e desaparecer, tinha-o feito de imediato.
Como é que eu não tinha logo visto? Perguntava-me ele e eu a mim própria. “Eu bem te disse - dizia-me - não devias ter confiado na opinião dos pais - eles gostam sempre. O que me admira é que tu não tenhas logo visto que eles não se ajustavam à tua cara.”
Fiquei em pânico. E agora o que faço? O dinheirão que me custaram: aros e lentes. Estou feita. Ainda voltei à loja ontem à noite. Já nem conseguia dormir. Tinha de encontrar uma alternativa. Não podia cometer suicídio pelo menos sem antes os chatear.
O técnico da óptica tranquilizou-me dizendo que iria pedir à proprietária autorização para eu os trocar por outros. Teve a paciência de me mostrar alguns aros mais pequenos (onde se pudesse aproveitar as novas lentes), mais subtis e também mais adequados à minha pessoa. Deixei lá três aros reservados e pela sua vontade, ainda tinha lá deixado mais - a sua atitude foi irrepreensível! Enfim, voltei para casa mais descansada.
Neste momento estou a aguardar com uma certa ansiedade que me liguem a dizer que já lá posso passar para escolher os definitivos.
Entretanto, aprendi uma grande lição: não vale a pena querermos usar aquilo que vemos nos outros, porque nem sempre se adequa a nós. A moda é aquilo com que nos sentimos bem!
“Mana, não é que te fiquem horríveis. São indiferenciados. O problema é que agora, quando alguém olha para ti, só vê óculos e uns olhos enormes.” Ou seja, mais parecia uma formiga de olhos grandes!
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