sábado, 16 de fevereiro de 2013

Hoje fui ver um filme francês: A arte de amar. Aconselho vivamente! Está em exibição nas Amoreiras.

O que é a arte de amar? Não é arte nenhuma. É amar simplesmente. E no entanto, não há arte mais desejada e mais dificil de atingir. 

É tão fácil entregarmo-nos genuinamente e tão dificil em simultâneo. A arte de amar não é algo que se aprenda em livros ou cursos. Sente-se. No entanto, as experiências que vamos tendo não nos ensinam como fazer da próxima vez ou como não fazer. Todas as pessoas são diferentes. E aquilo que nos estimula numa, é diferente na outra.

Se existir uma arte para amar. É a de saber dar sem medo. É a entrega total e intrega. Mas como conseguir isso? Se somos castrados pelo que já vivemos e se temos medos que não conseguimos desbloquear. 

A arte de amar é sermos nós próprios. E deixarmo-nos levar pelo que sentimos. Mas é tão dificil. Por vezes, encontramos alguém que não se quer entregar e nós sofremos. Outras vezes, é a outra pessoa que está disposta a amar-nos e somos nós que não conseguimos.

A verdadeira arte de amar só existe se as duas pessoas estiverem no mesmo plano e se entregarem e se derem na mesma dimensão. Nenhuma exige. Nenhuma cobra. Ambos dão. É genuíno. 

Ao contrário de outras artes, o amor não se ensaia. Vive-se de corpo e alma. Sente-se. Atinge a alma e todo o ser. Sem limites. Há ensaios de amor. Mas esses, são efémeros. O verdadeiro amor é integral. Pode não durar a vida inteira. Mas sente-se como se fosse durar. Dói só de imaginar que não possa durar. É insuportável só de pensar. Morre-se por dentro e por fora.

Se o amor fosse uma arte, haveria licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Haveria universidades riquíssimas e cheias de alunos a frequentá-las. Mas o amor não se ensina nem se aprende. Vive-se. E é só para privilegiados. Há pessoas que passam uma vida inteira a procurá-lo sem nunca o encontrar, há outros que o desperdiçam uma vez e nunca mais o encontram. Há os felizardos que o perdem e encontram. Sofrem uma e outra vez e não desistem. E continuam a lutar para o viverem repetidamente!

Se existe alguma arte de amar, é a de continuar a acreditar que se pode amar outra vez. E ama-se! Sempre.

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