quarta-feira, 11 de abril de 2012
Têm-me pedido que escreva novas aventuras felizes e com humor, que se passem na minha vida ou na vida dos que me rodeiam. Anda tudo necessitado de rir às gargalhadas!
Hoje passei o dia a matutar e nada. Apesar de ser uma pessoa a quem facilmente acontecem coisas hilariantes - nem que seja pela minha forma de ser - que começo a suspeitar, vir a ter jeito para o stand-up comedy (quem sabe, um dia destes?). Mesmo assim não é fácil.
Até que de repente me lembrei de um grande amigo a quem aconteceu, à pouco tempo uma situação, no mínimo caricata.
Tudo começou quando o encontrei por acaso num sábado à noite, num restaurante que fui experimentar: quem o conhece, não é para admirar, ele tem o dom de estar em todo o lado e de toda a gente o conhecer! Calcorreia o país em menos de 24 horas para comparecer em múltiplos eventos, sempre com um atraso redundante de 2 horas, é verdade... quem espera por ele já sabe como é: ele tem o dom de aumentar os níveis de ansiedade antes de cada encontro !
Se eu vos contasse as imensas coincidências que tenho tido com ele ao longo da minha vida e em tantos lugares e com tantas pessoas, não escreveria acerca de mais nada! O Papa João Paulo II comparado a ele, é um desconhecido! E até suspeito que o meu amigo - vou inventar-lhe um nome - Guilherme - já tenha dado mais voltas ao mundo em apenas 34 anos do que sua altíssima Divindade João Paulo II numa vida inteira! Deus o tenha!
Depois do jantar fomos a um bar, mas como a multidão era tanta para entrar, eu e umas amigas acabámos por nos vir embora. O guilherme ficou. Qual é o meu espanto, quando no dia seguinte leio um sms dele enviado às 05h00 da manhã, a perguntar-me: ainda estás acordada?
Logo que pude, liguei-lhe. Achei esquisito. O que teria acontecido? Não acredito que fosse só para me espicaçar os remorsos de não ter ficado, pensei! - exagerando como é seu hábito, o quão fantástico estava o ambiente, para que eu roesse as unhas de inveja.
Querem mesmo saber o que aconteceu? Tinham-lhe rebocado o carro - estacionou-o numa rua estreita que não dava para passar uma agulha quanto mais um camião do lixo e ainda por cima com o carro dele lá estacionado! Depois informou-se que só poderia ir buscá-lo a partir das 07h00 da manhã. Então porque é que precisava de mim? Porque deixou as chaves de casa dentro do carro e dava-lhe jeito fazer uma sestinha em minha casa, sobretudo porque estava com a namorada e não tinha para onde levar a desgraçada sem ter de passar por toda aquela hecatombe.
Como se não bastasse, não foram só as chaves de casa que lá ficaram. O livrete do carro também lá estava dentro. Aliás, ele nunca anda com ele na carteira, confessou-me. Um dia, se lhe levam o carro como é que ele explica ser o proprietário? E qual é o policia que acredita que o indivíduo que se apresenta como proprietário, não sabe sequer a matricula do seu carro? Estão a ver a barafunda? É como encontrar a tal agulha que não cabia na rua onde ele estacionou - porque para dificultar ainda mais a busca do carro (para que parque é que o tinham levado?), o Guilherme não era sequer o proprietário do carro. A viatura pertence à empresa para a qual trabalha! E ele nem sabia bem o nome em que estava registado.
Quem é que acredita nisto?

2 comentários:
ahahahahah, conheço bem uma pessoa que pode competir com esse teu amigo, muitas, muitas semelhanças ;-D
Ana,
eu nem estou a imaginar quem poderá ser!!!! hi,hi,hi.....
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